Por Gilmar Rodrigues*

Passados pouco mais de 27 anos do período ditatorial militar no Brasil, cuja democracia ainda engatinha, nos vemos na responsabilidade de defendê-la e levá-la a firmeza de seus passos, pois ela encontra-se emparedada sob a tênue linha que divide o profano do sagrado.

Mas por quais motivos, mesmo sob um governo civil, eleito sob a égide do voto popular, somos compelidos a defender a democracia?

O fato é que, a opção, proveniente das urnas eletrônicas em 2018, levou ao poder uma junta civil-militar, cujas pretensões de construírem uma pátria às avessas, a la TFP, mas tomando por base o neopentecostalismo, deu asas a milhões de pessoas, cujos sentimentos repugnantes de ódio e desprezo estavam adormecidos.

Com estes atores em cena, agora moldados pelos desejos maléficos dos governantes, a destruição da democracia começa a ganhar força. Tal projeto não vem somente com o objetivo de acabar com o sistema democrático… É necessário também abrir mão da autonomia e da independência brasileira.

Para isso, os ideólogos desse projeto utilizam os novos atores, convertidos em marionetes, para abrir caminho e distrair o restante da sociedade. Mas não há dúvidas que, sendo necessário, farão uso da mão armada do estado para a manutenção da junta civil-militar no poder.

As ramificações desse modelo de controle encontram-se espraiadas por toda a estrutura da sociedade, incluindo os Poderes Legislativos e Judiciários, em todos os níveis.

É nesse ponto que nos encontramos. Então, cabe a nós a tarefa histórica de derrotar o projeto em curso, assumindo o protagonismo político e social, com o compromisso de retomarmos a direção e o caminho da democracia, da autonomia, da independência e da autodeterminação dos povos.

*Gilmar Rodrigues é servidor do MPSC há 14 anos, Graduado em Administração (UFSC), Mestre em Sociologia Política (UFSC) e Doutor em Sociologia Política (UFSC/Universidade Nova de Lisboa, Portugal).

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